segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Prioridades!

Estava eu a limpar a caixa dos velhos mails e descobri a preciosidade abaixo sobre os tempos modernos que na minha opinião se caracterizam pelo mesmo padrão tanto para homens como para mulheres.

Não há tempo para nada, tem de se dizer sim a tudo, tem de se estar 100% atento a tudo. E depois temos as grandes manchetes afirmando que há mais stress, que há mais depressão, que há mais suicidios, etc, etc, etc.

E se há coisa que me marcou estes últimos tempos é isto da culpa. Pois há que dizer não à CULPA.

Neste texto encontro uma série de "resoluções" de Ano Novo que são para seguir, por mim!
E fica o conselho para as minhas amigas. E para os amigos também, porque não?

MULHERES POSSÍVEIS... e/ou homens!

Texto na Revista do Jornal O Globo:
"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer, a imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor.. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo.. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.
Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Bom fim de semana...

Para irmos de fim de semana com boa disposição! E sempre faço lembrar quem me paga...


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Agostinho da Silva

Quanto mais leio e ouço as coisas que este homem disse e fez, mais gosto!
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura. já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.

Agostinho da Silva, in 'Cartas a um Jovem Filósofo'

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

iupiiiii, hoje vou...

... ao ginásio!
As últimas 4ª Feiras (dia em que não falto quase nunca) foram o Natal e Ano Novo e nos domingos estive sem disposição...
Isto de mandar os outros fazer exercicio e não ir, fica-me mal!
Não contam as aulas de Taichi ao Sábado aquilo é mais relax e boa onda. Saio de lá toda partida, no dia seguinte não me mexo é bem verdade, mas continuo a achar que não conta.
Também tenho de fazer ginásio senão isto começa a ficar feio!

Tenho de ver se isto é uma resolução de Ano Novo ou nem por isso(?)

Acção

De volta à acção e com a mão na massa!

Que saudades que eu tenho de andar na RUA!!! Já estou farta de escritório. Ontem fui até Coimbra (a dos Covões). Não tive tempo para almoçar e estava tão cansada que também não fui lanchar com o P. mas soube bem voltar à acção e sentir que a paixão continua viva.

Gosto mesmo deste trabalho!
É cada vez mais uma certeza eu nasci para FAZER e não para andar na conversa da treta.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Chuva

Chove a sério! Adoro a expressão dos ingleses: "it's raining cats and dogs".
Não apetece sair de casa. Nem sequer para ir ao cinema!
Os livros novos do Natal estão a caminho de serem todos lidos. Os DVDs do Kooka estão todos vistos e... (adorei)!